terça-feira, 29 de setembro de 2009

Chegando numa cidade (parte 3)

Você entra e vê que ele é bem apertado e que sua mochila é um trambolho! As pessoas te olham como quem diz: Ta de sacanagem entrar com uma mochila dessas nesse ônibus (as meninas também estão com um mochilão, mas ninguém olha pra elas com olhar reprovador). Você então acomoda sua mochila e prefere ficar em pé segurando-a pra não cair.

Começa a dar uma fome...

Passam alguns pontos e o próximo é o seu (e das meninas também). Você se prepara para descer e repara que as meninas estão muito tensas com dúvida se é na próxima estação (porra! Elas têm um mapa igual ao seu. Ta lá marcado o nome da estação com um X).

Você desce (as meninas também) e mais uma vez vai andando pra onde seu nariz aponta. Aí então você saca o mapa do bolso e vai ver como se faz pra ir pro seu albergue.

É claro que você não acha o nome das ruas, e depois de ir a umas duas ou três esquinas (com a mochila nas costas, lógico) descobre onde está e pra onde é seu albergue.

O caminho pro albergue é curto, mas parece uma peregrinação com aquela mochila escrota de pesada (porra, sabia que tinha posto roupa demais!).

Você já tava com fome e passa por um botequinho com uns salgados apetitosos (os salgados não são apetitosos, você é que ta cheio de fome). Você come e toma uma cervejinha... Outra cervejinha! (que beleza!)

Já mais relaxado, você bota de novo a mochila nas costas (ta mais leve!) e continua em direção ao albergue. No caminho passam umas garotas gatinhas e você começa a se animar... É quando se dá conta que sua aparência não é das melhores nesse momento, pois está suado por carregar a mochila, e com o cabelo todo desgrenhado (de tentar dormir no avião). Isso sem contar o fato de que seu cheiro não deve ser dos melhores...

Chegando no albergue, o efeito relaxante das cervas já passou e a mochila voltou a pesar... Aí você vê uma escadaria imensa e a recepção é lá em cima (putaquepariu!).

Se você tiver com sorte o albergue é bacana. Você faz o check in, deixa sua mochila (finalmente!) e vai tomar um banho pra ir pra rua!!!

Parece cansativo (é cansativo!), mas é bom pra cacete e você faz tudo de novo na próxima cidade. E quando volta pra casa fica morrendo de vontade de estar com sua mochila pesada nas costas numa cidade desconhecida tentando se achar!

Chegando numa cidade (parte 2)

Você vai andando devagar, na direção que seu nariz aponta, procurando alguma placa que te ajude, mas sem querer mostrar aos outros que está perdido.

Você vê “Informações” e uma setinha apontando prum corredor (beleza!!!!). Quando entra no corredor, vê lá no fundo outra placa escrito “Informações” (podia ser mais perto...).

Chegando no guichê de informações, há uma fila (ta tranqüilo, num vô reclamar de fila, to viajando! Um monte de gente queria estar no meu lugar).

Tem duas meninas na sua frente e elas perguntam um milhão de coisas pra mulher que dá informações, até que cor é a placa do ponto de ônibus (tão de sacanagem, né!) e demoram um tempão.

Quando chega a sua vez, você já sabe como se faz pra pegar o ônibus que vai pro centro (você ouviu a mulher explicando pras meninas), mas mesmo assim pergunta de novo, só pra ter certeza.

A mulher te dá um mapinha bacana da cidade e com ele você acha que é impossível se perder (tolo...).

Você vai então na máquina de vender bilhetes de ônibus pra comprar o seu e vê que existe um monte de tipos de passagens diferentes (porra!). Você lê as instruções na máquina e mesmo assim não entende e não sabe qual comprar (porra!).

O guichê de informações é lá no fim do corredor (longe pra cacete!) e você decide que não vai carregar sua mochila pesada até lá só pra perguntar qual passagem você deve comprar.

Então você fica meio que de bobeira ali (igual a um dois de paus) vendo como as pessoas então comprando as passagens e faz o mesmo.

Com a passagem nas mãos, você vai andando pro ponto de ônibus (sua mochila ta ficando mais pesada...), mas quando chega, existem cinco pontos! Qual será?

Aí você observa que tem placas em todos, então é só ver em qual pára o ônibus 15 (a moça da Informações disse ônibus 15, né?).

Em nenhuma placa tem escrito 15 e você terá que perguntar pra alguém. Nesse momento você vê as meninas que estavam no guichê de informações, paradas num dos pontos (deve ser aquele, mas é melhor eu me certificar). Você pergunta prum nativo e ele te informa que é no ponto onde estão as meninas, e você vai lá pra esperar o coletivo. Quando chega no ponto, tira a mochila das costas (que alívio!) e antes de se esticar, lá vem o ônibus.

Chegando numa cidade (parte 1)

O avião acabou de parar e antes do sinal de soltar cintos, todos já estão em pé, catando as bagagens de mão e se acotovelando pra poder sair primeiro como se a imigração fosse fechar em 5 min. (mas as portas ainda não estão abertas...).

As portas abrem, todos saem e você vai seguindo o pessoal a sua frente achando que eles sabem pra onde deve-se ir.

Chegando ao raio-X, há várias filas e você não sabe em qual entrar.

Na sua vez, você tem que tirar o cinto e ficar descalço pro aparelho não apitar e as pessoas atrás de você ficam sempre te olhando de cara feia como se você estivesse atrasando a fila (todos têm que fazer o mesmo e a fila não é atrasada por sua causa, mas os olhares te culpam...).

Saindo de lá você avista uma placa escrito “Imigração”, você então entra na fila e começa a esperar pacientemente.

Durante sua espera, você repara que todos têm um papel que você não tem, então fica tenso pra saber que papel é aquele e quando descobre, o preenche rápido, com medo de não dar tempo de preenchê-lo antes de chegar a sua vez.

Deu tempo de preencher (daria para preencher 15 formulários...).

A pessoa na sua frente é um cara bem estranho com um passaporte de cor esquisita (você fica tentando ver, disfarçadamente, de onde é aquele passaporte) e quando chega a vez dele, ele fica um tempão conversando com o cara da imigração e a sua vez demora muito mais que a dos outros 50 que estavam na fila antes de você.

O cara da imigração nem implicou muito contigo, só um pouco, afinal, o cara da frente era bem mais suspeito que você e você então está liberado pra pegar sua bagagem que já deu 85 voltas na esteira (enquanto você estava na fila da imigração).

Você bota sua mochila nas costas (ela parece mais pesada!) e vai andando pro saguão do aeroporto.

Lá, várias pessoas esperam alguém que não é você e nem notam que você está passando! (Você se sente como o carregador de raquetes do Roger Federer, e ele vem vindo logo em seguida.)

Você chegou ao saguão (beleza!) e agora não faz a mínima idéia pra onde tem que ir...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Česká Republika

A idéia de conhecer o leste europeu só veio mesmo na terceira cidade: Praga.
Chegamos lá de avião e depois de uma imigração sem carimbo (eles não carimbam seu passaporte, dizendo que você entrou no país – pelo menos não fizeram isso com o meu, e eu ainda pedi, pois minha fase de ilegalidade já passou...), fomos pro albergue.
Pra entrar no ônibus com nossas mochilas de 15 kg, tivemos que comprar um bilhete a mais, de criança (1/2 do preço). Como sou cavalheiro, deixei minha criança ir sentada no banco e eu fui em pé mesmo.

Ficamos hospedados no Old Prague Hostel. Bom albergue e bem localizado, próximo a Old Town Square, que visitamos em seguida.
Essa praça (Old Town Square) é a grande praça central da cidade, onde rolam vários eventos e a turistada vive circulando por lá. Na ocasião, estava tendo um festival de música e uma bandinha local tocava um rock bem maneiro. Ficamos um tempo curtindo o som dos caras, mesmo sem entender absolutamente nada da letra (era em tcheco!).
O cansaço já batia, então fomos dar a tradicional morgada de fim de tarde pra ver a cidade a noite...

Segundo dicas de Bruno de Luca, fomos ver qual era do Double Trouble (um bar localizado num antigo abrigo de guerra subterrâneo). O barzinho é legal e bem estiloso. Bom pra trocar uma idéia, tomar uma cerva, dar uma curtida ou fazer um pré-night.

No dia seguinte (ou talvez no outro) fizemos o Free Walking Tour (do mesmo grupo do que fizemos em Londres). Esse tour é bem legal e longo. Dura umas três horas e dá dicas de outros lugares a serem visitados.
Visitamos também, entre outras atrações, a Charles Bridge (Karluv most), famosa ponte cortando o rio Vltava e o castelo de Praga (que é um belo complexo, com várias coisas menos um castelo!!!).

Demos nosso tradicional rolé “meio sem rumo”, tentando conhecer mais da vida cotidiana local e num dos restaurante em que comemos tinha o autógrafo da tcheca mais famosa, Silvia Saint!


O autógrafo da tcheca!



Dos museus, fomos no do Comunismo, com atrações interessantes, mostrando a vida por lá com o comando dos Russos. Curioso ver que os comunistas tratavam não comunistas da mesma forma que os militares do Brasil tratavam os acusados de serem comunistas...

Das atrações noturnas, conheci o Chapeu Rouge. Espécie de pub/boate com três andares (para baixo) muito frequentada por viajantes. E seguindo mais uma dica de Bruno de Luca, fui no Darlin Kabaret, que é uma “casa de tolerância” bem bacana, estilo cabaret mesmo, com vários shows. Eles te levam de limousine pra lá (mas não te trazem de volta!). O lugar é bom pra ver os shows e tomar uma cerva, mas pra “ver a tcheca” mais de perto, é meio caro...


Old Prague Hostel, nosso acampamento base!

Praça onde foi comemorada a queda do muro de Berlim em 89.

Teatro municipal.

Idioma difícil...

A beira do Rio Vltava, com o castelo ao fundo.

Karluv most (Ponte Carlos).

Vista da cidade.

Museu do comunismo